Paulo Freire já nos diz em Pedagogia da Autonomia que ¨ o professor que realmente ensina, quer dizer,que trabalha os conteúdos no quadro da rigorosidade do pensar certo, nega, como falsa,a fórmula farisaica do ¨faça o que mando e não o que eu faço¨.Quem pensa certo está cansado de saber que as palavras a que falta a corporeidade do exemplo pouco ou quase nada valem.Pensar certo é fazer certo.¨
Então , agora eu pergunto a cada um o que vamos ensinar e mostrar de real aos alunos?
Vamos sim, mostrar-lhes que o afeto e a sinceridade, o desprendimento e o reconhecimento a eles destinado é real, sem amarras nem preconceitos.
Um dia desses estava com um grupo de meninos e um me perguntou:Prof.,como é que a senhora aguenta o cheiro do fulano?Ele é muito fedorento!Parece que não toma banho!
Eu respondi:Professor não tem nariz, pois eu não sei como é vida dele lá onde ele vive, se tem água,banheiro, chuveiro, entre outras coisas.Vou ensinar a importância da higiene sem chamá-lo de fedorento, e talvez ele consiga melhorar.Não devemos julgar as ,pessoas, todos nós temos problemas e as vezes não depende só de nós a solução.O fulano é uma ótima pessoa, educado,bom colega, porque julgá-lo por uma coisa tão fácil de resolver? Ele então me olhou deu um sorriso e disse: Tem razão sora,ele não merece.Nunca mais falou-se desse assunto e o colega em questão continua conosco indiferente do cheiro.
As crianças não são tão críticas como as vezes nos parece.Elas são ensinadas a serem desta maneira.Nós como educadores da vida e para a vida, devemos sim mostrá-lhes que há muito mais a ver e aprender do falar mal de um colega.Assim começa a cidadania.
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