quinta-feira, 19 de junho de 2025

 Trabalhando como supervisora da educação infantil consigo visualizar de fora o modo como um professor trata e inclui seus alunos como iguais. Infelizmente, há pessoas que não estão preparadas para auxiliar na orientação de uma criança, e muito menos de alguém com alguma deficiência. 

Claro que também há aquele professor que é só amor e devoção aos seus alunos, que os vê como seres únicos e importantes. Esses professores fazem a criança sorrir quando vê ela na escola, no supermercado, na farmácia ou numa praça.

O professor atual precisa se conscientizar de que uma criança é única e movida somente pelo modo como é tratada. Se for com amor e consideração pelo que ela representa e não sabe ainda, mas será o espelho do tratamento e do carinho dedicado que o professor lhe proporciona.

O amor ainda se mantém como remédio e salvaçãoda humanidade e nós professores somos o farol dos pequeninos.


segunda-feira, 5 de julho de 2021

                   Como não ver que o carinho faz parte e está ligado diretamente a educação??

                    Certas pessoas agem como se o professor fosse um educador rígido, seco, sem emoções e sem comprometimento com aquilo que se propõe a fazer.

                    Cada professor desenvolve uma técnica para se comunicar com seu aluno, com aquela pessoa com quem ele vai passar o ano inteiro em aprendizagem mútua.

                      Cada educador também tem dentro de si uma tabelinha de até onde pode ir em relação ao tratamento dado aos seus alunos. esse tratamento tanto é amoroso como cauteloso, pois existem crianças que desde muito cedo tem uma percepção acentuada do que pode ou não fazer em relação aquele professor, ou seja, até onde é o seu limite                                                                                                                                  

                        No meu tempo trabalhando com educação infantil e em todas as formações que fiz, pude perceber que cada criança tem um jeitinho de demonstrar afeto, irritabilidade, insatisfação, medo, pânico, entre outros tantos sentimentos que cercam esses jovens seres ainda em aprendizagem de vida.

                         Todos nós sabemos que ser criança é um dos maiores desafios da vida. Ele é tão complexo que quando conseguimos vencê-lo já é hora de um novo desafio; a velhice. Ser criança é tão desafiador que os adultos não conseguem perceber o quanto ´é doloroso, triste e desafiador tentar fazer o que é novo de maneira que não pareça novidade, somente para gradar aos adultos. Até parece as vezes que nunca fomos crianças!!

                           O educador precisa ter a sensibilidade de ver no seu aluno as dificuldades mais frequentes e aos poucos ir criando estratégias para que as mesmas sejam superadas de modo que sua aprendizagem evolua a partir das conquistas dessas dificuldades.  

                            Existem pessoas que fazem de conta que conhecem as pessoas que as cerquem quando na verdade não conhecem nada a respeito de cada uma. Há a necessidade suprema do conhecimento prévio, seja por observação, entrevista, relatos de colegas, ou outra estratégia qualquer que leve o educador a construir a ponte para o coração do seu aluno.

                           O amor e o carinho pela profissão leva ao respeito e empatia pelo aluno. Aquela criança compreendida é muito mais efetiva nas sua s aprendizagens do que aquela que fica somente recebendo atividades que não lhe trazem nenhum conforto ou alguma sensação ou memória emocional.

                           A educação socio-emocional nos fala exatamente isso. conhecimento prévio da pessoa, seus gostos, suas fraquezas, seus medos, seus sonhos, suas aspirações. Quem sou? O que eu gosto? Pra onde quero ir? e, por que??

                           Conhecimento é cultura, e cultura é humanidade. Ter cultura nada mais é que saber lidar com o outro. Saber o que dizer, como dizer, porque dizer e pra quem.

                             Emoção traz aconchego, traz memórias, traz vida, traz aprendizado e conhecimento de si próprio!!

quarta-feira, 7 de outubro de 2020

Afeto.com.br

 

Fico pensando e observando o momento diferenciado que estamos vivendo!

Parece mais um filme onde ainda não conseguimos descobrir  quem morre no final ou quem vence o vilão.

Então como nós professores podemos fazer de nossos alunos uma esperança no futuro???

Acolher é uma atitude, disse uma pessoa em uma palestra que assisti certo dia. Mas como acolher se estamos do outro lado da tela, do outro lado da rua, do outro lado da cerca... estamos afastados😓😓.

O ambiente não é mais o nosso domínio, o nosso exemplo não é a primeira fala da manhã.

Como manter atividade e qualidade naquilo que fazemos, se nosso pequeno infante não pode receber um abraço, dar uma boa gargalhada com seus colegas, contar o que fez ontem...

Sobrevive quem melhor se adapta as mudanças. Mas.. tem gente morrendo a nossa volta, no nosso meio social, na cidade que mora aquela tia que sempre traz presente no aniversário do João...É. Mas agora não!!!😓😓

Onde buscar a motivação, que me fará produzir um trabalho, que traga o meu aluno pra dentro da sala de aula. Ali, bem do meu lado, agarrado na perna da prof , se sentindo muito importante. Como fazer o meu aluno aprender e valorizar o que aprende, sem eu pra lhe explicar??

Estou cega!!

Estamos todos fadigados de prevenção, de cuidados, de procura pela cura, pela saída mais rápida de nossas portas, antes sempre abertas, agora, já contaminadas e bloqueadas também pelo medo.

Mas e o afeto??/Ah!!!o afeto! que palavra mais doce, não dita, mas praticada com aquela piscadela atrás da máscara no encontro inesperado do mercado... Aquele aceno com a mão quando passamos de carro em frente a casa do Paulo, e num impulso gritamos seu nome, e no susto ele olha e vê o sorriso da prof. de dentro do seu automóvel(sem a máscara)!!! E aquela visita inesperada, com uma fantasia muito louca, que não dá nem pra saber quem é, mas o tom de voz entrega o jogo!! Que maravilha essa profissão, que nos leva além do nosso potencial, do nosso saber, do nosso sonhar e do nosso projeto.

Produzimos aulas online, semipresenciais, para pessoas que nem sabem o que isso significa. mas a aula tem que ter conteúdo, amor, felicidade, transbordar contentamento no fazer e ser refeita se preciso for... E onde eu for que meu aluno lembre de mim. do meu abraço, da minha voz, do meu acolhimento!!! que ele sinta saudade e vontade de voltar pra mim quando um herói dos heróis, aquele que não está nos quadrinhos, descobrir  um outro bichinho chamado antídoto, que fará desse corona vírus uma lembrança para os livros de história, que os meus netos irão ler, mas não mais irão temer.                    

Vamos usar a empatia, para provar todo dia que a criança ainda é a grande fonte da salvação do mundo, da humanidade, da nossa humanidade.

O ambiente, o bom humor,  o comer, o brincar,  o correr, o dormir, o pensar num amanhã sem medo..  

Medo do vírus, porque a vida continua, crescer não é fácil!!! É doloroso e pesado...Cansados ficam  os pequenos infantes, mas não param, vão sempre a frente, é a sua natureza, CRESCER.

Então façamos o seguinte: vamos produzir amor e não aulas simplesmente, vamos enviar carinho e não somente atividades, vamos transportar o saber na vontade de ter conosco novamente nossos alunos. Grandes, pequenos, bravos, chorões, carentes e complacentes com o andar de suas vidas, e talvez daqui há alguns anos tenhamos um novo professor.

Somos espelhos, com molduras de gesso, de  flor, de amor, de afeto.

Afeto significa disposição, fazer algo a alguém, influir sobre ou simplesmente expressar carinho.          


Maria Inês Silva de Souza

terça-feira, 18 de agosto de 2015

O AFETO educa

     Este sentimento não é nenhuma nova teoria pedagógica, nem a mais nova descoberta científica para dar-nos melhor qualidade de vida

     Na educação, o afeto é o elemento pedagógico significativo, material ou imaterial, que vai produzir no educando a necessidade de aprender. Isto em qualquer modalidade ou nível de ensino, principalmente na educação infantil, onde se inicia o desenvolvimento emocional do aluno. A afetividade não deve estar ligada apenas às questões discentes, mas também ao papel do professor. Este precisa amar o que faz. Amar, estudar, pesquisar, trabalhar e, desta forma, adquirir um olhar sensível e instrumentalizado, essencial ao exercício docente. A carga de amorosidade que está no professor o faz ser um aprendiz para exercer com equidade o seu ofício. Essa carga de amor o faz interessado e responsável em descobrir alternativas nos processos de ensino e aprendizagem. Igualmente, a carga afetiva do aluno o faz descobrir lugares ainda desconhecidos do saber.
     Ser afetivo trata-se de algo que acompanha o homem desde o nascimento da sua história. Todavia, às vezes, fica despercebido nas relações humanas. Representa o que traz sentido, o que colore a aprendizagem e, certamente, o que mais contribui para a conservação do conhecimento adquirido. É pertinente que professores e alunos sejam tomados por essa instrumentalização pedagógica, porque já não se aprende mais como antigamente e não se deve ensinar como sempre se ensinou.
     Alunos dispersos e desinteressados na escola tornam-se ávidos pelo conhecimento, quando estão diante de tablets, celulares e computadores. O que provoca essa mudança de atitude é a capacidade que as novas tecnologias digitais têm de despertar neles o interesse, o assombro e o afeto. O que há nas ferramentas digitais de tão impactante? Aprendizagem significativa, autoria de pensamento, autonomia, criatividade, socialização do saber, espaço pessoal de aprendizagem. Esses atributos, que nossos alunos encontram nas tecnologias digitais, podem ser encontrados também em sala de aula, no trabalho do professor.
     Agora, duas perguntas: diante de um computador, o que acontece ao processo de aprendizagem de uma criança de cinco anos? E o que acontece ao processo de aprendizagem de um adulto de 50 anos? Não é incomum o adulto passar para o estágio pré-operatório e a criança para as operações formais. As tecnologias digitais provocam no cérebro de nossas crianças a liberação de impulsos eletroquímicos, que canalizam o foco de atenção e trazem a sensação de prazer, penetrando no campo das habilidades cognitivas. Isto é afeto.
     Podemos dizer que o afeto possui três dimensões: a pessoal, que desenvolve a autoestima do professor e do aluno, revelando as raízes da motivação e do interesse; a social, estabelecendo as relações com aqueles que estão no campo escolar e que podem tornar o ambiente instigante para a aprendizagem; a pedagógica, que estimula os vínculos do aluno e do professor com objeto de estudo, produzindo a afinidade com o processo de ensino e aprendizagem, na troca de saberes docentes e discentes, na cumplicidade de fazer o percurso tão prazeroso quanto à chegada.
     Porém, ser afetivo não é ser adocicado. Ser afetivo é utilizar o campo das emoções como um eficaz instrumento pedagógico, que funciona na mediação da aprendizagem, trabalhando a memória e a cognição. Em termos práticos, é trazer para o espaço da educação o interesse e o amor dos atores da escola. Um aluno que ama aprender aprende melhor; um professor que ama ensinar ensina melhor.

autor: Eugênio Cunha. Revista Educação Infantil

terça-feira, 18 de novembro de 2014

A relação de afeto como
meio para o sucesso escolar

Por Débora Corigliano
Psicopedagoga

     Começo este artigo citando uma frase de Rubens Alves que descreve a diferença do afeto na carreira do professor e do educador: "Professores, há aos milhares. Mas professor é profissão, não é algo que se define por dentro, por amor. Educador, ao contrário, não é profissão; é vocação. E toda vocação nasce de um grande amor, de uma grande esperança".
     Quando éramos alunos, nos identificávamos com alguns professores, de alguns gostávamos mais, de outros nem tanto e, consequentemente, nosso rendimento escolar seguia a mesma linha. Conseguíamos boas notas nas matérias com as quais tínhamos um relacionamento afetivo com o professor.
     Hoje em dia, apesar dos avanços tecnológicos, da figura passiva do professor em comparação à vida globalizada a qual o aluno tem acesso, a afetividade deve ocupar um espaço importante. estratégias diferenciadas dentro da sala de aula ajudam a prender a atenção do aluno, diversificando a aula e mantendo a turma "ligada" na proposta pedagógica. Porém, se não houver a afetividade em cada atividade, o objetivo não é atingido.
     Quando me refiro à afetividade, não quero dizer que o educador bonzinho, permissivo, legal e amigo é melhor, longe disto. A relação de afetividade que o educador deve manter com seus alunos permeia o respeito mútuo, o diálogo, a troca de experiências, a capacidade de perceber a individualidade de cada aluno e a competência pedagógica. Esses fatores transformam o profissional da educação em um educador que, além de conseguir seus objetivos pedagógicos, forma amigos ao longo do ano letivo e fortalece esse relacionamento e a experiência que isso lhe proporciona. Estudos têm demonstrado a importância do afeto como mecanismo para aquisição do saber. Comprovadamente, ele ajuda a cognição, sendo em grande parte responsável pelo sucesso do aluno na escola.
     Mas você pode me perguntar: Como conseguir isso em uma classe totalmente heterogênea, com alunos em idades e momentos sociais diferentes, sem interesse nenhum em estar na sala de aula? Eu arriscaria dizer... Dê o primeiro passo. Comece algo com essa turma. Ninguém rejeita atenção. Alunos têm, por si só, uma carência intrínseca para aprender, para ser diferente, para ter sucesso. E, nós, educadores, temos essa capacidade de supri-los. Alguns o fazem por meio de autoritarismo, da obrigatoriedade. Por que não tentar de outra forma, com afetividade, com "olho no olho", com dedicação e amor? Não é tarefa simples, mas ser educador não é fácil. E, se escolhemos esse caminho, é porque sabemos que encontraremos flores e pedras. Temos a habilidade de transformar linguagem que os alunos usam e despertando o interesse pelo que é proposto, a aula será prazerosa para ambos. 
     Temos que ter, sim, uma preocupação com a homogeneização da turma, mas lembrando sempre do respeito que devemos a cada aluno como ser único.
     Uma relação social saudável ser faz de momentos únicos. Educador, faça valer esse título. Motive-se a começar um projeto de afetividade dentro da sala de aula. Você tem essa competência. O resultado, certamente, será positivo: alunos interessados, relacionamentos tranquilos, objetivos alcançados. Mas, repito, isso não dá do dia para a noite. Exige paciência, perseverança, reciprocidade e muita força de vontade.
     Vale a pena tentar!

Referência bibliográfica: Afeto e aprendizagem, de Eugênio Cunha (Editora: Wak).

quarta-feira, 2 de julho de 2014

A amizade faz do nosso dia a dia um fardo vamos dizer assim, mais leve de ser carregado.
Então por que não podemos ser amigos também de nossos alunos? O que nos leva a pensar que a idade e nossos conhecimentos nos fazem melhores que eles? Onde, quando e por que temos o direito de nos julgarmos melhores  que qualquer um deles, quando sabemos que em cada um de nós a essência da vida é a mesma.

...A amizade agrega em seu bojo uma série de valores, sentimentos e ações de natureza nobre,  como altruísmo, solidariedade, confiança mútua, tolerância, respeito, coragem, amor, afeto e dedicação extremada.(Gabriel Chalita)


Devemos sim, levar nosso aluno ao mundo dos sonhos e do encantamento através da leitura, onde somos príncipes, reis, donzelas, heróis e até vilões. Sim por que não usar os vilões como exemplo do que não devemos ser ou fazer??

Somos um misto de todas as personagens que conhecemos e admiramos.(Chalita,31)

Vamos ensinar o valor do amor, da amizade, do idealismo, da coragem, da esperança, do trabalho,da humildade, da sabedoria, do respeito e da solidariedade através do modelo mais acessível que um professor pode ter: as histórias dentro dos livros; que muitas vezes foram esquecidos em  um cantinho.Mas agora com a era da tecnologia batendo a nossa porta e invadindo nossas vidas, por que  não utilizá-la como nossa arma mais destruidora de mentes vazias, de ideias perdidas?  Ah,  mas é preciso coragem!!! Sim, mas coragem todos temos, só precisamos buscá-la com vontade e força.

¨Coragem é o contraposto do medo¨ .(Chalita,81)


Leia para o seu aluno aquelas histórias que o fará querer ser um personagem da mesma, que ele critique, que queira fazer justiça, salvar alguém, acariciar o personagem com as próprias mãos. Aí neste momento é a hora de lhe ensinar algo, de lhe mostrar que na nossa realidade ele existe e que precisa ser visto, ouvido , acariciado, respeitado, amado...

Sejamos humildes para com nossos educandos, assim eles se abrirão para nós e ficará  mais fácil  conhecê-los e mosrar-lhes que a vida é aqui, é agora, e que nós criamos as possibilidades através de nossas verdades,reconhecendo  a verdade e as dificuldades do outro.


¨A humildade permite que o indivíduo enxergue os próprios defeitos , problemas, limitações e  posturas , atitude que, aos poucos vai abrindo caminho para a tolerância, a paciência e o perdão em relação as imperfeições e escolhas alheias¨(Chalita,124).


     Educação é a base da vida, de uma sociedade que tem que saber viver em comunidade, ou seja, dividir e construir juntos.
     Sendo assim, deparamo-nos com uma realidade bastante voltada e criada para as novas tecnologias. 
     As crianças descobrem através da tecnologia muita coisa que não entendem. A mídia faz tudo parecer belo e perfeito, e se assim é visto, logo desejo possuir. O professor de hoje, precisa saber não só utilizar essa tecnologia como também tem o dever de saber orientar o seu aluno do que é bom, verdadeiro e acima de tudo benéfico para cada sujeito.
     A informação também faz com que o professor fique mais próximo e que se torne mais presente na vida do seu aluno. Todos os meus alunos são meus amigos na rede, e aqui eu descobri que posso estar mais perto do que eles sentem, do que eles fazem, e muitas vezes os auxilio em questões pessoais. Ser professor é saber usar o que temos a nossa disposição bem como criar novas maneiras de ensinar e aprender.
     As tecnologias podem ser novas armas contra a evasão, a violência, o analfabetismo funcional e até pode salvar jovens vidas.
     Eu, como docente, acredito que tem jeito pra tudo, e no momento nosso melhor jeito é a comunicação online. ok?